Caos de blocos

Segundo  Ferreira & Vieira (2000) a Torre granítica (ou Tor) resulta da acumulação de blocos graníticos in situ, que não sofreram transporte e que se encontram dispostos geometricamente, respeitando o sistema de fracturas ou diaclases que lhes deu origem. Na praia de Lavadores, as torres graníticas ocorrem em número reduzido, não ultrapassam os seis metros e possuem as arestas arredondadas.

Torre granítica
Torre granítica

 

A destruição de algumas destas torres parece ser a hipótese mais citada para a formação das bolas graníticas. Estas bolas podem adquirir variadas dimensões e pesar algumas toneladas. Muitas delas ficam sujeitas ao transporte efectuado pela água do mar e por essa razão vão progressivamente ficando mais arredondadas. No entanto, esta hipótese não explica por si só a elevada quantidade de bolas graníticas existentes na praia de Lavadores. Assim, a existência de uma densa rede de fracturas no granito com consequente partição em blocos rochosos soltos e a frequente ocorrência de fenómenos de disjunção esferoidal parecem contribuir ainda mais para a existência de uma enorme quantidade destas formas.

           

Quando os blocos são transportados e dispostos de uma forma casual e desordenada, por vezes empilhados uns por cima dos outros, designa-se esta paisagem por caos de blocos.

 

Caos de blocos
Caos de blocos

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© Paulo Rocha